Pileus
Publicado em 22 ago 2009 em Destaques, OVNIs | 1 comentário
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Local: Pirinópolis, Goiás, Brasil
Data: fevereiro de 2005

Regina Sylvia nos enviou a série de três belas fotos de “OVNIs disfarçados de nuvem“. Sugerimos que poderiam ser mesmo nuvens, pedindo por mais detalhes, e ela nos contou:
Essa ‘nuvem’ foi algo muito estranho. Se era só nuvem… sei lá, mas nesse dia estávamos para ir aos Pirineus (em Pirinópolis, Goiás), e estacionados na cidade vimos a primeira nuvem. Imensa, maravilhosa. Depois na nossa chácara, tipo duas horas depois, vimos a MESMA NUVEM imensa, maravilhosa, no lugar, mas não era só uma, tinha outra, menor, mais para a esquerda. Anoiteceu e… a nuvem apareceu em outro lugar, iluminada como se houvesse lua atrás“.

Comentário: À primeira vista, pensamos que fossem nuvens lenticulares, como sugerimos a Regina. Estas nuvens se formam na presença de fortes ventos verticais, normalmente em regiões montanhosas. Elas também se assemelham a nuvens capuz, formadas mais próximas dos cumes de montanhas.

Mas as imagens não se parecem com os retratos comuns de nuvens lenticulares – incluindo o detalhe, notado por Andréia Tschiedel, de que estão acompanhadas de nuvens de um tipo diferente. A primeira imagem exibe mesmo uma nuvem cumulus mesclada com a enigmática nuvem semi-esférica e translucente. Seriam OVNIs de vórtice, ou mesmo OVNIs disfarçados de nuvem?

Uma consulta a um meteorologista provavelmente resolveria a questão, mas, ratos de internet, consultamos antes o oráculo de Google. Após várias tentativas sem sucesso, encontramos uma página do Laboratório de Física de Nuvens e Mesoescala da Universidade Federal do Ceará, e descobrimos a provável classificação destas que devem ter sido mesmo nuvens.

Nuvem PileusSão nuvens Pileus: “Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus, pode-se ter a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus, uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada, formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar, que tem movimento horizontal, o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada, antes de penetrar completamente nela. Se o ar for suficientemente úmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha, mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva“.

A primeira imagem, em que a translucência de nossa nuvem pileus está destacada, também tem leves sinais do que poderia ser uma irisação.

Enfim, como imagens podem valer mais do que as palavras deste autor, encerramos com a imagem do mês de maio de 2005 da Cloud Appreciation Society (Sociedade de Apreciação de Nuvens), tomada por Justin Moore:


(fonte: CAS Cloud of the Month, May 2005)

Confira:
- Nuvens, Laboratório de Física de Nuvens e Mesoescala da Universidade Federal do Ceará
- Tipos de nuvens
- Cloud Appreciation Society
- Pirenópolis, Goiás, Brasil
- Vida no cerrado, Regina Sylvia e Hartmut

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Uma respostapara ““Pileus”

  1. Luis Eduardo F. Ramalho disse:

    Gostei muito desse artigo sobre a nuvem ,gosto de assuntos de Ufologia e procurando fotos pro meu blog, me deparei com esse artigo intrigante .Não imaginava que existiam ovnes disfarçados de nuvens agora vou pesquisar mais sobre esse assunto que me mostrou uma nova experiência a respeito dessas supostas nuvens difarçadas em ovnes .
    Abraços !
    Luis Eduardo F. Ramalho

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